Jack Johnson uma vez cantou:
"Can´t you see that it´s just raining
there ain´t no need to go outside..."
Versos aparentemente vulgares (no sentido de "comum") para nossos ouvidos.Soam muito costumeiros para nós, pessoas afortunadas, que desfrutamos demasiadamente da nossa condição "anti-intemperista".
Agora, contextualize esse verso num "diálogo" de homens de Neandertal.Imagine: um grupo deles, desolados numa carvena qualquer e famintos a ponto de estarem começando a se consumirem. O método mais nutritivo & saboroso aplicado por eles na hora de alimentarem-se ainda é a caça.E, neste então contexto idealizado, um deles "cantarola":
"Can´t you see that it´s just raining
there ain´t no need to go outside..."
RÁ!No mínimo ele viraria uma sopa de letrinhas Neandertal.Os seus companheiros todos famintos, e ele...não faz sentido.
Evoluindo alguns milhares de anos, depois de Cabral ter "descoberto" o Brasil, e do PT ter conseguido e perdido o poder do mesmo, contextualizemos novamente: habitantes de uma favela qualquer, aglomerado no qual se tornou um "lugar comum" para diversos brasileiros. Uma familia. Todos desempregados e nem todos participantes da P.E.A. (população economicamente ativa) nacional, já que há umas 6 crianças na "casa" que ainda assim são forçadas a contribuir para o orçamento da mesma. "Casa" esta que não passa de um barraco, que nem de madeirit é. Resume-se a um conglomerado de tábuas podres coletadas pelos seus residentes.A mesma familia, que precisa de dinheiro para sobreviver,nem das intemperies escapa, enquanto assiste seu barraco ser demolido por uma monstruosa massa de lama que varre o morro e destroi diversas moradias.
Nesse contexto, uma das crianças da familia que está alojada numa tenda para escapar da tempestade, cantarola:
"Can´t you see that it´s just raining
there ain´t no need to go outside..."
Ou seja: "Não precisamos ir 'outside' gente! Só está chovendo!".Eles não precisam acompanhar as mudanças do planeta. Eles não precisam se informar. Eles não precisam se formar. Eles não precisam procurar emprego. Eles não precisam de dinheiro. Eles não precisam comer. Eles não precisam sobreviver.
E eles sequer tem bananas para comer. Quiçá para fazer panquecas.
Contudo, Jack Johnson produz a sua música para nós.Não para eles.
E viva o capitalismo e a desigualdade!
segunda-feira, abril 24, 2006
sexta-feira, abril 14, 2006
Dos Momentos Elásticos - I
Como pode o ouro ter bolhas,
a euforia e o calor serem amargos,
como pode o amargo me parecer delicioso,
se é gelado e de aroma duvidoso!
Translúcido,
condutor à não-lucidez,
(ou à suprema sinceridade de ser o que se é),
borbulhas de levedo se desprendem do fundo do copo,
orvalho à beira do vidro surgindo gradativamente,
chora o copo e chora o meu peito,
despontam as bolhas como despontam o pensamento
e perdem-se na nuvem branca espumante,
meus pensamentos ecoam pelos céus
e se batem nas nuvens cinza da noite chuvosa.
As gotas se acumulam e descem pelo copo,
mas minhas lágrimas relutam em cair.
Tudo é tão perdido pela madrugada
(e quando o crepúsculo vier,
a sensação de encontro virá,
mas a lembrança de que perdi permanecerá,
ah, eu haverei perdido já alguma vez,
já haverei perdido)
cada gole no copo de cerveja é fugaz,
conduz-me a dúvidas sem resposta,
que nem sei se deveria me perguntar.
As formas diante de mim são nítidas,
contudo meus olhos estão turvos,
meus sentimentos embaçados,
questiono e nego tudo,
o que são as borbulhas no fundo do copo,
o que são as reações químicas que as produzem,
o que são as batidas de violão em mim,
o que é um segundo dentro da minha mão,
se ela se esvai quando escrevo,
como tudo,
e só o nada pode se tornar algo,
e se me esvaio, sou algo,
e se sou algo,
só posso vir a ser nada.
Minutos perdidos em pensamentos sem sentido,
Sentido perdido em minutos sem pensamentos,
Pensamentos perdidos em sentidos sem minutos,
que pararão por algo me interromper --
mais uma batida de violão que não sei o que é.
a euforia e o calor serem amargos,
como pode o amargo me parecer delicioso,
se é gelado e de aroma duvidoso!
Translúcido,
condutor à não-lucidez,
(ou à suprema sinceridade de ser o que se é),
borbulhas de levedo se desprendem do fundo do copo,
orvalho à beira do vidro surgindo gradativamente,
chora o copo e chora o meu peito,
despontam as bolhas como despontam o pensamento
e perdem-se na nuvem branca espumante,
meus pensamentos ecoam pelos céus
e se batem nas nuvens cinza da noite chuvosa.
As gotas se acumulam e descem pelo copo,
mas minhas lágrimas relutam em cair.
Tudo é tão perdido pela madrugada
(e quando o crepúsculo vier,
a sensação de encontro virá,
mas a lembrança de que perdi permanecerá,
ah, eu haverei perdido já alguma vez,
já haverei perdido)
cada gole no copo de cerveja é fugaz,
conduz-me a dúvidas sem resposta,
que nem sei se deveria me perguntar.
As formas diante de mim são nítidas,
contudo meus olhos estão turvos,
meus sentimentos embaçados,
questiono e nego tudo,
o que são as borbulhas no fundo do copo,
o que são as reações químicas que as produzem,
o que são as batidas de violão em mim,
o que é um segundo dentro da minha mão,
se ela se esvai quando escrevo,
como tudo,
e só o nada pode se tornar algo,
e se me esvaio, sou algo,
e se sou algo,
só posso vir a ser nada.
Minutos perdidos em pensamentos sem sentido,
Sentido perdido em minutos sem pensamentos,
Pensamentos perdidos em sentidos sem minutos,
que pararão por algo me interromper --
mais uma batida de violão que não sei o que é.
quarta-feira, abril 12, 2006
"O Lápis e a Mão Invisível"
Pessoal,
Passeando pela net encontrei um texto interessante.Dispenso comentários introdutórios e enfatizo que esse texto NÃO traduz necessariamente um pensamento/vontade meu/minha.Espero que curtam, pois o debate pode ser bom.
"Uma das obras mais famosas do criador da Foundation for Economic Education (1946), Lenonard Read, é "I, Pencil". Um trabalho curto, de linguagem simples, mas com uma mensagem brilhante. A obra ganhou maior visibilidade através da divulgação do Nobel em economia, Milton Friedman. Tentarei passar pelos principais pontos da obra, de forma simplificada.
Peguem um lápis simples, aquele ordinário pedaço de madeira, com uma grafite em uma ponta e uma borracha presa a um metal na outra extremidade. Utensílio comum, familiar a todos aqueles que sabem escrever e ler. Esse simples objeto, que nunca ninguém parou para refletir sobre suas nuanças, contém mais informação do que se imagina. Sua estória é interessante, e ele contém mais mistério que muitos acontecimentos naturais, apesar de todos o tomarem como algo dado e pronto. O lápis simboliza um milagroso achievement da humanidade, justamente por ser tão complexo e simples ao mesmo tempo, sem falar da incrível utilidade.
Em primeiro lugar, será que o lápis é tão simples mesmo? Talvez seja espantoso, mas nenhum indivíduo da Terra sabe como fazer um lápis! Da mesma meneira que ninguém consegue avançar muito em sua árvore geneológica, seria impossível nomear e explicar todos os antecedentes do lápis. Vamos tentar algum avanço. Sua família começa de fato numa árvore. Mas daí em diante, imagine todas as pessoas envolvidas nas infinitas habilidades de fabricação do aço e as máquinas necessárias para fazê-lo, nas minas de minério necessário para a grafite, em todos os mecanismos de extração, logística, residência para os trabalhadores etc. A lista seria infindável, pois estamos falando de todo o processo evolutivo da humanidade. O lápis é somente o produto final após um longo processo produtivo, envolvendo milhões de pessoas e séculos de progresso.
Agora ficou mais claro que ser humano algum é capaz de produzir um simples lápis. Na verdade, milhões de indivíduos tiveram participação na criação do lápis, sendo que ninguém sabia muito mais que outros no processo. Trata-se de um acúmulo de informações infinitas, onde ninguém sozinho foi capaz de influenciar muito mais em know-how que qualquer outro, se contemplado a totalidade do processo.
E agora vem o mais importante: cada um desses milhões de indivíduos envolvidos indiretamente e inconscientemente nesse processo não sabiam ex ante da criação final do lápis. Estavam apenas lutando para trocar seu pequeno know-how específico pelos bens e serviços que precisava ou queria. A criação do lápis não havia sido planejada, ela simplesmente ocorreu! E por trás dessa bela criação estava nada mais que os desejos individuais de cada pessoa, mesmo que o produto final seja de uma utilidade incrível para a humanidade.
Há na criação do lápis uma total ausência de um master mind, um criador único que teria concebido sua idéia. Na verdade, o que "fabricou" o lápis foi uma mão invisível, e isso o torna tão misterioso. Da mesma forma que ninguém pode fazer uma árvore, ninguém poderia fazer um lápis sem esta milagrosa mão invisível. E o lápís não passa de uma combinação de milagres, sendo que a árvore, zinco, cobre, grafite e outras coisas naturais não são mais extraordinários que a configuração da criativa energia humana.
Uma vez cientes desse milagre que é a criação de um simples lápis, fica mais claro porque é tão importante salvarmos a liberdade individual. Precisamos deixar essa mão invisível atuar, sem grosseiras intervenções de um master mind, leia-se governo. Através dos interesses individuais de cada ser humano, que utilizará seu conhecimento limitado naturalmente, teremos automaticamente arrumado a humanidade num criativo e produtivo padrão em resposta às necessidades e demandas de cada um. Para isso é condição sine qua non a existência de uma fé em pessoas livres, não em um salvador da pátria clarividente.
Quando o governo assume o monopólio de diversas atividades, as pessoas passam a assumir, sem questionamento, que essa tarefa seria impossível de ser realizada de forma livre pelos indivíduos. A razão é evidente: cada um reconhece que ele não seria capaz de realizar aquela tarefa sozinho. Mas nós já sabemos disso, e o que torna um processo factível não é seu conhecimento individual, mas sim o somatório de milhões de pequenos conhecimentos. Basta confiar nos indivíduos, e dar liberdade para eles.
Agora, compare isso com o que aconteceu na ex-URSS. A Gosplan, um dos infinitos aparatos estatais do Partido Comunista, tinha a árdua tarefa de administrar o preço "justo" de nada mais que 30.000 ítens, incluindo diversas commodities. Eram inúmeros modelos econométricos super complicados, tentando prever a oferta e demanda ao mesmo tempo que fixando o preço. Isso é simplesmente impossível. Conseguiram fixar o preço artificialmente e limitar a oferta devido à falta de incentivo à produção, mas não terminaram com a demanda, natural do homem. O resultado foi uma escassez generalizada, levando a violência e desespero da população. Tudo isso por tentarem controlar um processo que deveria ser natural.
Todo tipo de planejamento rígido focando no futuro distante estará fadado ao insucesso, por basicamente dois motivos: 1) a natureza não é constante, mas está em pleno avanço e mutação; 2) nem mesmo se fosse possível juntar todo o conhecimento disponível hoje em um único indivíduo, ele seria capaz de antecipar tais mutações. Agora imaginem juntar apenas o conhecimento de umas dezenas de burocratas políticos para definir o futuro de uma nação? O caminho correto para o progresso da humanidade pode ser encontrado na criação do lápis. Deixe que a mão invisível faça seu milagroso trabalho. "
Rodrigo Constantino
Passeando pela net encontrei um texto interessante.Dispenso comentários introdutórios e enfatizo que esse texto NÃO traduz necessariamente um pensamento/vontade meu/minha.Espero que curtam, pois o debate pode ser bom.
"Uma das obras mais famosas do criador da Foundation for Economic Education (1946), Lenonard Read, é "I, Pencil". Um trabalho curto, de linguagem simples, mas com uma mensagem brilhante. A obra ganhou maior visibilidade através da divulgação do Nobel em economia, Milton Friedman. Tentarei passar pelos principais pontos da obra, de forma simplificada.
Peguem um lápis simples, aquele ordinário pedaço de madeira, com uma grafite em uma ponta e uma borracha presa a um metal na outra extremidade. Utensílio comum, familiar a todos aqueles que sabem escrever e ler. Esse simples objeto, que nunca ninguém parou para refletir sobre suas nuanças, contém mais informação do que se imagina. Sua estória é interessante, e ele contém mais mistério que muitos acontecimentos naturais, apesar de todos o tomarem como algo dado e pronto. O lápis simboliza um milagroso achievement da humanidade, justamente por ser tão complexo e simples ao mesmo tempo, sem falar da incrível utilidade.
Em primeiro lugar, será que o lápis é tão simples mesmo? Talvez seja espantoso, mas nenhum indivíduo da Terra sabe como fazer um lápis! Da mesma meneira que ninguém consegue avançar muito em sua árvore geneológica, seria impossível nomear e explicar todos os antecedentes do lápis. Vamos tentar algum avanço. Sua família começa de fato numa árvore. Mas daí em diante, imagine todas as pessoas envolvidas nas infinitas habilidades de fabricação do aço e as máquinas necessárias para fazê-lo, nas minas de minério necessário para a grafite, em todos os mecanismos de extração, logística, residência para os trabalhadores etc. A lista seria infindável, pois estamos falando de todo o processo evolutivo da humanidade. O lápis é somente o produto final após um longo processo produtivo, envolvendo milhões de pessoas e séculos de progresso.
Agora ficou mais claro que ser humano algum é capaz de produzir um simples lápis. Na verdade, milhões de indivíduos tiveram participação na criação do lápis, sendo que ninguém sabia muito mais que outros no processo. Trata-se de um acúmulo de informações infinitas, onde ninguém sozinho foi capaz de influenciar muito mais em know-how que qualquer outro, se contemplado a totalidade do processo.
E agora vem o mais importante: cada um desses milhões de indivíduos envolvidos indiretamente e inconscientemente nesse processo não sabiam ex ante da criação final do lápis. Estavam apenas lutando para trocar seu pequeno know-how específico pelos bens e serviços que precisava ou queria. A criação do lápis não havia sido planejada, ela simplesmente ocorreu! E por trás dessa bela criação estava nada mais que os desejos individuais de cada pessoa, mesmo que o produto final seja de uma utilidade incrível para a humanidade.
Há na criação do lápis uma total ausência de um master mind, um criador único que teria concebido sua idéia. Na verdade, o que "fabricou" o lápis foi uma mão invisível, e isso o torna tão misterioso. Da mesma forma que ninguém pode fazer uma árvore, ninguém poderia fazer um lápis sem esta milagrosa mão invisível. E o lápís não passa de uma combinação de milagres, sendo que a árvore, zinco, cobre, grafite e outras coisas naturais não são mais extraordinários que a configuração da criativa energia humana.
Uma vez cientes desse milagre que é a criação de um simples lápis, fica mais claro porque é tão importante salvarmos a liberdade individual. Precisamos deixar essa mão invisível atuar, sem grosseiras intervenções de um master mind, leia-se governo. Através dos interesses individuais de cada ser humano, que utilizará seu conhecimento limitado naturalmente, teremos automaticamente arrumado a humanidade num criativo e produtivo padrão em resposta às necessidades e demandas de cada um. Para isso é condição sine qua non a existência de uma fé em pessoas livres, não em um salvador da pátria clarividente.
Quando o governo assume o monopólio de diversas atividades, as pessoas passam a assumir, sem questionamento, que essa tarefa seria impossível de ser realizada de forma livre pelos indivíduos. A razão é evidente: cada um reconhece que ele não seria capaz de realizar aquela tarefa sozinho. Mas nós já sabemos disso, e o que torna um processo factível não é seu conhecimento individual, mas sim o somatório de milhões de pequenos conhecimentos. Basta confiar nos indivíduos, e dar liberdade para eles.
Agora, compare isso com o que aconteceu na ex-URSS. A Gosplan, um dos infinitos aparatos estatais do Partido Comunista, tinha a árdua tarefa de administrar o preço "justo" de nada mais que 30.000 ítens, incluindo diversas commodities. Eram inúmeros modelos econométricos super complicados, tentando prever a oferta e demanda ao mesmo tempo que fixando o preço. Isso é simplesmente impossível. Conseguiram fixar o preço artificialmente e limitar a oferta devido à falta de incentivo à produção, mas não terminaram com a demanda, natural do homem. O resultado foi uma escassez generalizada, levando a violência e desespero da população. Tudo isso por tentarem controlar um processo que deveria ser natural.
Todo tipo de planejamento rígido focando no futuro distante estará fadado ao insucesso, por basicamente dois motivos: 1) a natureza não é constante, mas está em pleno avanço e mutação; 2) nem mesmo se fosse possível juntar todo o conhecimento disponível hoje em um único indivíduo, ele seria capaz de antecipar tais mutações. Agora imaginem juntar apenas o conhecimento de umas dezenas de burocratas políticos para definir o futuro de uma nação? O caminho correto para o progresso da humanidade pode ser encontrado na criação do lápis. Deixe que a mão invisível faça seu milagroso trabalho. "
Rodrigo Constantino
terça-feira, abril 11, 2006
"...´till the day I die..."
"...na coluna da semana passada tratamos da..."
Hahaha,baboseira...
...sim:semana passada terminei (depois de enrolar um bocado) o livro "Quando Nietzsche chorou",o qual eu gostei bastante.
Tive um encontro nessa sexta que passou com meu ex-professor de sociologia do primeiro semestre da minha faculdade e questionei-o a respeito do livro:se ele já tinha lido,o que tinha achado,e tudo mais.Ele disse,simplesmente, que era "bacana", fazendo uma cara de quem chupou limão e comeu jiló logo em seguida, justificando que ,em termos literários, o livro é muito fraco.Fiquei batido, mas tudo bem. Não vou entrar no mérito desta questão,até porque não tenho essa competencia e nem sou perito em livros.
Apesar do livro ser mais um filhote dessa leva de autores que criam "ficções baseadas em passagens/histórias/acontecimentos verídicos", a lá o "O Código Da Vinci", e d´eu ser um leigo em relação as idéias de Nietzsche, creio que,no mínimo, o autor que "nada mais é" que um professor de psiquiatria da universidade de Stanford/EUA , tenha o escrito baseando-se nas idéias do filósofo.Ó, brilhante dedução.Logo,levando-se em conta esse pressuposto, deduzi que a idéia na qual apresentarei em breve para vocês leitores, seja do mesmo: de Nietzsche.
Há uma passagem bastante interessante no livro no qual, durante um passeio ao lado do Dr. Breuer (o verdadeiro protagonista do livro), o "professor Nietzsche" declara que a sua maior legado seria o seguinte ensinamento: "...morra na hora certa".A princípio a idéia não fez muito sentido, mas ao longo da sua explicação, Nietzche se mostrou mais um aliado a uma antiga preocupação minha.
Bem,não chega a ser uma preocupação, porque na verdade essa idéia não me "aflinge" (P.S.1: esta afirmação é uma falácia, já que sabe-se que o maior temor do ser humano e a sua maior angústia é a iminência da morte. P.S.2: tem gente que me conhece e sabe a maneira na qual eu encaro as coisas...), MAS, olhando ao meu redor, percebo as pessoas preocupam-se com muitas coisas que, no fim das contas, não vão servir para PORRA NENHUMA.
Seja sincero: por mais interessante e transcendente que seja, estudar psicologia/antropologia/sociologia, lhe levará,no fim das contas, A QUE?! Eu mesmo respondo: estudar o comportamento humano lhe ensina a lidar com os mesmos e, dependendo das suas intenções primitivas, você pode usufruir deste conhecimento e usa-lo a seu favor.Daria como exemplo um Economista (HEHEHEHE) inclinado a esses estudos.Talvez ele, notando e estudando os "vetores sociais", possa tirar muito proveito disso,seja abrindo um puta negócio no qual ele sabe que a demanda será extraordinária,seja...enfim,essas sacadas provenientes deste embasamento são realmente uteis!Mas...e ai?!Fora isso, pra que mais elas servem?!
Meu querido companheiro de blog Xanmello crê que "o homem é um processo construtivo".Sem dúvidas é, todavia, UM homem isoladamente é.Este passa por diversas experências sociais a partir do momento em que sai da barriga da sua genitora,construindo-se a si mesmo,literalmente.
Mas o homem, ou os homens, não compartilham de uma "consciencia coletiva" (pelo menos no âmbito que estou apontando): ninguem nasce com as idéias dos maiores pensadores da humanidade incrustradas na cabeça. CERTAS pessoas absorvem essas idéias ao longo da sua vida, devido ao considerável impacto que estas causaram ao longo da história (por ex., hoje é unânime a idéia de que a 'terra é redonda'),mas nem todos "sabem" que se você "pensa, logo você existe" (?!).
Bom,o que quero dizer resumidamente é que não existe uma "consciencia construtiva" compartilhada por todos.Tipo, o que foi sublimado no passado,não necessariamente será assimilidado por todos os seres humanos da terra, a não ser que surja um interesse particular no indivíduo. O homem necessariamente terá que passar, não pelas mesmas, mas por angústias e frustrações durante sua vida,e este terá que encontrar meios de se construir,não adiantando os pensadores do passado terem "encontrado meios de não passarmos por tudo isso"... (puta que pariu...acho que estou me enrolando todo...).
Então, voltando à pergunta: estudar isso pra que?!Se aprofundar porque?!Lógico que cada um tem seus interesses,suas motivações,entre outras coisas que lhe convenham nesta vida.Mas, você concorda que esse ato perde seu sentido?!Pelo menos foi o que eu tentei mostrar nos parágrafos acima.E outra: você estuda,estuda, retem um conhecimento "vastissimo" e "invejável",e no fim das contas, o que que acontece?!TERRA PRA VOCÊ TAMBÉM!VAMOS TODOS PRA DEBAIXO DA TERRA!E ai?!Sastifeito com a sua sapiência?! (não vou entrar em discurssão com religiosos fervorosos ou Xiitas.Deixem seu credo de lado...não me venham com papo de que "...na próxima encarnação será utíl...")
BACK TO THE FUTURE: caso você tenha esquecido do inicio desse longo e cansativo texto,vou relembrar-lhe: nosso filósofo Nietzsche nos concebe a idéia de que devemos "morrer na hora certa".No livro, "ele" argumenta com o Dr. Breuer que as pessoas importam-se demais com a sua maior angústia, que vem a ser a da morte.Tá certo,todos a temos, e este é um fato irremediável.Mas o que fazer?!Já que estamos na chuva,vamos nos molhar!! Pra que se importar com essas coisas?!Pra que procurar o verdadeiro sentido da vida?!Curta seu momento!As pessoas são frutos, além das sementinhas de papai e mamãe, dos seus "acidentes sociológicos, na qual provém seus desejos/interesses e motivações. Saber qual seu interesse nesta vida talvez seja a coisa mais importante a se fazer.E concretiza-lo talvez seja mais importante ainda. Então, paremos de dar importancia a coisas que não merecem e aproveitemos nossa vida!Deixemos para morrer na hora CERTA!QUANDO FOR PRA MORRER,MORRA! PORRA!
Hehehe...ficou um pouco informal esse texto.Mas não encontrei outra forma de faze-lo, tanto pelo fato de não ter esta competencia, e também para não torna-lo TÃO maçante ( =P ). Mas é isto ai.Espero que tenha sido claro na exposição das MINHAS idéias. Estou aguardando as críticas.
"TÇI AMUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!"
Hahaha,baboseira...
...sim:semana passada terminei (depois de enrolar um bocado) o livro "Quando Nietzsche chorou",o qual eu gostei bastante.
Tive um encontro nessa sexta que passou com meu ex-professor de sociologia do primeiro semestre da minha faculdade e questionei-o a respeito do livro:se ele já tinha lido,o que tinha achado,e tudo mais.Ele disse,simplesmente, que era "bacana", fazendo uma cara de quem chupou limão e comeu jiló logo em seguida, justificando que ,em termos literários, o livro é muito fraco.Fiquei batido, mas tudo bem. Não vou entrar no mérito desta questão,até porque não tenho essa competencia e nem sou perito em livros.
Apesar do livro ser mais um filhote dessa leva de autores que criam "ficções baseadas em passagens/histórias/acontecimentos verídicos", a lá o "O Código Da Vinci", e d´eu ser um leigo em relação as idéias de Nietzsche, creio que,no mínimo, o autor que "nada mais é" que um professor de psiquiatria da universidade de Stanford/EUA , tenha o escrito baseando-se nas idéias do filósofo.Ó, brilhante dedução.Logo,levando-se em conta esse pressuposto, deduzi que a idéia na qual apresentarei em breve para vocês leitores, seja do mesmo: de Nietzsche.
Há uma passagem bastante interessante no livro no qual, durante um passeio ao lado do Dr. Breuer (o verdadeiro protagonista do livro), o "professor Nietzsche" declara que a sua maior legado seria o seguinte ensinamento: "...morra na hora certa".A princípio a idéia não fez muito sentido, mas ao longo da sua explicação, Nietzche se mostrou mais um aliado a uma antiga preocupação minha.
Bem,não chega a ser uma preocupação, porque na verdade essa idéia não me "aflinge" (P.S.1: esta afirmação é uma falácia, já que sabe-se que o maior temor do ser humano e a sua maior angústia é a iminência da morte. P.S.2: tem gente que me conhece e sabe a maneira na qual eu encaro as coisas...), MAS, olhando ao meu redor, percebo as pessoas preocupam-se com muitas coisas que, no fim das contas, não vão servir para PORRA NENHUMA.
Seja sincero: por mais interessante e transcendente que seja, estudar psicologia/antropologia/sociologia, lhe levará,no fim das contas, A QUE?! Eu mesmo respondo: estudar o comportamento humano lhe ensina a lidar com os mesmos e, dependendo das suas intenções primitivas, você pode usufruir deste conhecimento e usa-lo a seu favor.Daria como exemplo um Economista (HEHEHEHE) inclinado a esses estudos.Talvez ele, notando e estudando os "vetores sociais", possa tirar muito proveito disso,seja abrindo um puta negócio no qual ele sabe que a demanda será extraordinária,seja...enfim,essas sacadas provenientes deste embasamento são realmente uteis!Mas...e ai?!Fora isso, pra que mais elas servem?!
Meu querido companheiro de blog Xanmello crê que "o homem é um processo construtivo".Sem dúvidas é, todavia, UM homem isoladamente é.Este passa por diversas experências sociais a partir do momento em que sai da barriga da sua genitora,construindo-se a si mesmo,literalmente.
Mas o homem, ou os homens, não compartilham de uma "consciencia coletiva" (pelo menos no âmbito que estou apontando): ninguem nasce com as idéias dos maiores pensadores da humanidade incrustradas na cabeça. CERTAS pessoas absorvem essas idéias ao longo da sua vida, devido ao considerável impacto que estas causaram ao longo da história (por ex., hoje é unânime a idéia de que a 'terra é redonda'),mas nem todos "sabem" que se você "pensa, logo você existe" (?!).
Bom,o que quero dizer resumidamente é que não existe uma "consciencia construtiva" compartilhada por todos.Tipo, o que foi sublimado no passado,não necessariamente será assimilidado por todos os seres humanos da terra, a não ser que surja um interesse particular no indivíduo. O homem necessariamente terá que passar, não pelas mesmas, mas por angústias e frustrações durante sua vida,e este terá que encontrar meios de se construir,não adiantando os pensadores do passado terem "encontrado meios de não passarmos por tudo isso"... (puta que pariu...acho que estou me enrolando todo...).
Então, voltando à pergunta: estudar isso pra que?!Se aprofundar porque?!Lógico que cada um tem seus interesses,suas motivações,entre outras coisas que lhe convenham nesta vida.Mas, você concorda que esse ato perde seu sentido?!Pelo menos foi o que eu tentei mostrar nos parágrafos acima.E outra: você estuda,estuda, retem um conhecimento "vastissimo" e "invejável",e no fim das contas, o que que acontece?!TERRA PRA VOCÊ TAMBÉM!VAMOS TODOS PRA DEBAIXO DA TERRA!E ai?!Sastifeito com a sua sapiência?! (não vou entrar em discurssão com religiosos fervorosos ou Xiitas.Deixem seu credo de lado...não me venham com papo de que "...na próxima encarnação será utíl...")
BACK TO THE FUTURE: caso você tenha esquecido do inicio desse longo e cansativo texto,vou relembrar-lhe: nosso filósofo Nietzsche nos concebe a idéia de que devemos "morrer na hora certa".No livro, "ele" argumenta com o Dr. Breuer que as pessoas importam-se demais com a sua maior angústia, que vem a ser a da morte.Tá certo,todos a temos, e este é um fato irremediável.Mas o que fazer?!Já que estamos na chuva,vamos nos molhar!! Pra que se importar com essas coisas?!Pra que procurar o verdadeiro sentido da vida?!Curta seu momento!As pessoas são frutos, além das sementinhas de papai e mamãe, dos seus "acidentes sociológicos, na qual provém seus desejos/interesses e motivações. Saber qual seu interesse nesta vida talvez seja a coisa mais importante a se fazer.E concretiza-lo talvez seja mais importante ainda. Então, paremos de dar importancia a coisas que não merecem e aproveitemos nossa vida!Deixemos para morrer na hora CERTA!QUANDO FOR PRA MORRER,MORRA! PORRA!
Hehehe...ficou um pouco informal esse texto.Mas não encontrei outra forma de faze-lo, tanto pelo fato de não ter esta competencia, e também para não torna-lo TÃO maçante ( =P ). Mas é isto ai.Espero que tenha sido claro na exposição das MINHAS idéias. Estou aguardando as críticas.
"TÇI AMUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!"
domingo, abril 09, 2006
18.03.05
Estrelas costuradas no céu
por agulha desconhecida,
Cravejadas na memória
de corpos decompostos,
Luz fantasmagórica
de dias distanciados
entre hoje e ontem.
O brilho emitido
no dia de quem rezou promessas à vida
se quer chegou ainda no solo
onde foi jurada.
Virtual.
A virtude maior
da certeza da sucessão de dias e gerações.
A estrela prometida do regresso
ainda perdura à sua espera,
e mesmo aqueles que desistiram,
não suportaram,
se foram,
têm as estrelas ainda a esperar.
Se elas permanecem a nos aguardar,
permanecemos nós vivos,
observados,
mesmo quando mortos --
os pontos de referência não se moveram.
As estrelas não desistem nunca de brilhar.
por agulha desconhecida,
Cravejadas na memória
de corpos decompostos,
Luz fantasmagórica
de dias distanciados
entre hoje e ontem.
O brilho emitido
no dia de quem rezou promessas à vida
se quer chegou ainda no solo
onde foi jurada.
Virtual.
A virtude maior
da certeza da sucessão de dias e gerações.
A estrela prometida do regresso
ainda perdura à sua espera,
e mesmo aqueles que desistiram,
não suportaram,
se foram,
têm as estrelas ainda a esperar.
Se elas permanecem a nos aguardar,
permanecemos nós vivos,
observados,
mesmo quando mortos --
os pontos de referência não se moveram.
As estrelas não desistem nunca de brilhar.
quinta-feira, abril 06, 2006
Galera,
Mudando um pouco de assunto e,devido ao fiasco do meu post de retorno (que me serviu de inspiração para este), tive uma inspiração momentânea e escrevi uma parada aqui.Meus críticos favoritos (taisa e xan),por favor,manifestem-se e/ou complementem, e/ou relevem o amadorismo.
"Definitivamente eu não sei escrever versos.
As palavras,quando as busco,
Encondem-se
São hostis com a minha pessoa,
Pregam peças e dão reviravoltas...
O que fazer para conquista-las?
Qual artifício usado pelos grandes domadores de palavras
para que elas cooperem
e assim se possa desfrutar de uma coexistencia pacifica?!
Existe alguma cartilha a ser seguida?!
Deve-se subordina-las?!
Ou,basta permitir que elas
por si só
aproximem-se
simpatizem
e interajam com você,
para que naturalmente..."
Mudando um pouco de assunto e,devido ao fiasco do meu post de retorno (que me serviu de inspiração para este), tive uma inspiração momentânea e escrevi uma parada aqui.Meus críticos favoritos (taisa e xan),por favor,manifestem-se e/ou complementem, e/ou relevem o amadorismo.
"Definitivamente eu não sei escrever versos.
As palavras,quando as busco,
Encondem-se
São hostis com a minha pessoa,
Pregam peças e dão reviravoltas...
O que fazer para conquista-las?
Qual artifício usado pelos grandes domadores de palavras
para que elas cooperem
e assim se possa desfrutar de uma coexistencia pacifica?!
Existe alguma cartilha a ser seguida?!
Deve-se subordina-las?!
Ou,basta permitir que elas
por si só
aproximem-se
simpatizem
e interajam com você,
para que naturalmente..."
quarta-feira, abril 05, 2006
À Dolores...
Quero desenvolver mais um pouco essa discurssão sobre "desejos".
Bom,quanto ao verdadeiro autor da frase,minhas fontes me remetem ao meu conhecido, Sigmund Freud,que nos seus estudos psico/antropológicos acabou por chegar a esta conclusão.
Conclusão esta bastante coerente.Um exemplo bastante interessante e aplicavel às vidas de todos nós ocidentais é o do consumismo: uma pessoa comum, nos dias correntes, poderia (enfatizo) PERFEITAMENTE levar sua vidinha com um par de calças Jeans e 4 camisas de malha.É lógico que estas peças sofrem um desgaste mais do que natural e,dentro de um prazo indefinido, terão de ser aposentadas,para então haver um, digamos,"consumo justificavel".
Como,todavia, explicar esse consumo desenfreado no qual nós,ocidentais, submetemos-nos?Eu apontaria para um só culpado: a publicidade.Não,não somente a publicidade de outdoors,flyers,propagandas de televisão e adjacencias,pois o que mais seria uma vitrine do que uma forma de publicidade?!
Pois então, esta publicidade gera o tão familiar "desejo" em nós,meros mortais: "Compre!", "Use!", "Seja"...e quando não são frases,bastam somente as imagens,o apelo visual da marca,a inovação e a idéia associada a ela.E então,um cidadão que poderia,repito,PERFEITAMENTE, sobreviver com um par de calças Jeans e 4 camisas de malha sente-se impulsionado por uma força invisível,composta por diversos vetores,no qual destaco o social: a pessoa à margem da moda/consumo é desprezada.
E ela quer ser desprezada?Não.O que fazer?Oras...consumir!Então vamos ao consumo!
"UÔÔÔÔÔ!QUE CALÇA PERFEITA ACABEI DE COMPRAR!MEU DEUS DO CÉU!"...
...e num ato já perdido em si mesmo, o sujeito dobra a calça e guarda-a no armario.
Há quem pergunte:"E ai?!E agora?!Pra que tudo isso?!".O ato do "consumo desnecessário" esgota-se.Perde o sentido.Traz o "vazio",e este procurará preenchimento com um novo desejo,uma nova ânsia,a mesma que nos motiva a continuar,a viver...e quando deixa de existir (será?!),apela-se para o "game over".
E o mesmo processo reinicia-se...completando mais um "Lap" deste ciclo vicioso...aplicável também a outras areas & comportamentos humanos.
Quero saber se mais alguem compartilha um ponto de vista semelhante ao meu.
OBS: Não há hipocrisia da minha parte.
Bom,quanto ao verdadeiro autor da frase,minhas fontes me remetem ao meu conhecido, Sigmund Freud,que nos seus estudos psico/antropológicos acabou por chegar a esta conclusão.
Conclusão esta bastante coerente.Um exemplo bastante interessante e aplicavel às vidas de todos nós ocidentais é o do consumismo: uma pessoa comum, nos dias correntes, poderia (enfatizo) PERFEITAMENTE levar sua vidinha com um par de calças Jeans e 4 camisas de malha.É lógico que estas peças sofrem um desgaste mais do que natural e,dentro de um prazo indefinido, terão de ser aposentadas,para então haver um, digamos,"consumo justificavel".
Como,todavia, explicar esse consumo desenfreado no qual nós,ocidentais, submetemos-nos?Eu apontaria para um só culpado: a publicidade.Não,não somente a publicidade de outdoors,flyers,propagandas de televisão e adjacencias,pois o que mais seria uma vitrine do que uma forma de publicidade?!
Pois então, esta publicidade gera o tão familiar "desejo" em nós,meros mortais: "Compre!", "Use!", "Seja"...e quando não são frases,bastam somente as imagens,o apelo visual da marca,a inovação e a idéia associada a ela.E então,um cidadão que poderia,repito,PERFEITAMENTE, sobreviver com um par de calças Jeans e 4 camisas de malha sente-se impulsionado por uma força invisível,composta por diversos vetores,no qual destaco o social: a pessoa à margem da moda/consumo é desprezada.
E ela quer ser desprezada?Não.O que fazer?Oras...consumir!Então vamos ao consumo!
"UÔÔÔÔÔ!QUE CALÇA PERFEITA ACABEI DE COMPRAR!MEU DEUS DO CÉU!"...
...e num ato já perdido em si mesmo, o sujeito dobra a calça e guarda-a no armario.
Há quem pergunte:"E ai?!E agora?!Pra que tudo isso?!".O ato do "consumo desnecessário" esgota-se.Perde o sentido.Traz o "vazio",e este procurará preenchimento com um novo desejo,uma nova ânsia,a mesma que nos motiva a continuar,a viver...e quando deixa de existir (será?!),apela-se para o "game over".
E o mesmo processo reinicia-se...completando mais um "Lap" deste ciclo vicioso...aplicável também a outras areas & comportamentos humanos.
Quero saber se mais alguem compartilha um ponto de vista semelhante ao meu.
OBS: Não há hipocrisia da minha parte.
terça-feira, abril 04, 2006
Resposta ao Dênis
[ta meio improvisado... mas to sem paciência aki]
Prezado Galã,
Tanto a citação, quanto sua pergunta, parecem meros jogos de palavra -- mas, não são somente isso.
(I)
"Amar o desejo, e não o desejado" é uma máxima com a qual eu concordo, mesmo que não conheça o autor e o contexto quando foi dita. De fato, nossa vida é movimentada pelas nossas ambições; são nossas vontades/idéias que nos põem em movimento.
Inúmeros são os desejos inalcançáveis. E viver sentindo o eterno vazio da falta do alvo do desejo até a morte é péssimo. Dom Quixote que o diga.
Contudo, nem todos eles são -- e o que fazer quando o desejo é experimentado, conquistado e, finalmente, tornado banal? Ídolos decadentes, ou até suicidas, como Kurt Cobain (i~i~iIi~i) são exemplos de que o instinto de sobrevivência do homem é o desejo por algo, que consequentemente, termina a ser o desejo pela vida.
É mais seguro ansiar pelo ato de desejar, e não o o objeto especificamente. Assim, o combustível vital é garantido -- quando o desejo cansa, por ser demasiadamente utópico, ou haver sido conquistado, é só partir para outro! O importante é gostar de buscar, sentir prazer em agir. Vai ai uma alegoria tosca: goste de estudar, e não somente de tirar 10. Outra: goste de malhar, e não, simplesmente, ficar forte. É aquela coisa: "felicidade é um caminho, e não um destino".
Difícil é ser tão metódico quanto ao psíquico e dividir bem os anseios pessoais.
(II)
"Frustração gera desejo, ou desejo gera frustração?" é uma questão cuja temática é relacionada à anterior -- no entanto, são problemas distintos, que merecem análises diferentes.
Francamente, não acho que há necessidade de opção entre as orações, de um "OU". Estamos falando de idéias inter-dependentes, compositoras de um ciclo que só é quebrado com a satisfação. A ordem das palavras, de fato, altera o produto -- contudo, eles não são opostos. Vou tentar explicar o ciclo:
1) DESEJO
2) Satisfação.
3) O que vem depois? Vazio. E o vazio pede novo desejo.
4) DESEJO
(...)
ou
1) DESEJO
2) Frustração. Vazio. Mais desejo.
3) DESEJO.
4) Frustração. Vazio. Mais desejo.
5) ...
n) Cansaço. O que vem depois? Vazio. E o vazio pede novo desejo.
1) DESEJO²
Em suma: Frustração gera desejo E desejo pode gerar frustração.
Respondido?
Quanto ao poema... Véi... vc nem concluiu o que estava dizendo e já disse que tá podre. Se plante, seu porra!
=************
Prezado Galã,
Tanto a citação, quanto sua pergunta, parecem meros jogos de palavra -- mas, não são somente isso.
(I)
"Amar o desejo, e não o desejado" é uma máxima com a qual eu concordo, mesmo que não conheça o autor e o contexto quando foi dita. De fato, nossa vida é movimentada pelas nossas ambições; são nossas vontades/idéias que nos põem em movimento.
Inúmeros são os desejos inalcançáveis. E viver sentindo o eterno vazio da falta do alvo do desejo até a morte é péssimo. Dom Quixote que o diga.
Contudo, nem todos eles são -- e o que fazer quando o desejo é experimentado, conquistado e, finalmente, tornado banal? Ídolos decadentes, ou até suicidas, como Kurt Cobain (i~i~iIi~i) são exemplos de que o instinto de sobrevivência do homem é o desejo por algo, que consequentemente, termina a ser o desejo pela vida.
É mais seguro ansiar pelo ato de desejar, e não o o objeto especificamente. Assim, o combustível vital é garantido -- quando o desejo cansa, por ser demasiadamente utópico, ou haver sido conquistado, é só partir para outro! O importante é gostar de buscar, sentir prazer em agir. Vai ai uma alegoria tosca: goste de estudar, e não somente de tirar 10. Outra: goste de malhar, e não, simplesmente, ficar forte. É aquela coisa: "felicidade é um caminho, e não um destino".
Difícil é ser tão metódico quanto ao psíquico e dividir bem os anseios pessoais.
(II)
"Frustração gera desejo, ou desejo gera frustração?" é uma questão cuja temática é relacionada à anterior -- no entanto, são problemas distintos, que merecem análises diferentes.
Francamente, não acho que há necessidade de opção entre as orações, de um "OU". Estamos falando de idéias inter-dependentes, compositoras de um ciclo que só é quebrado com a satisfação. A ordem das palavras, de fato, altera o produto -- contudo, eles não são opostos. Vou tentar explicar o ciclo:
1) DESEJO
2) Satisfação.
3) O que vem depois? Vazio. E o vazio pede novo desejo.
4) DESEJO
(...)
ou
1) DESEJO
2) Frustração. Vazio. Mais desejo.
3) DESEJO.
4) Frustração. Vazio. Mais desejo.
5) ...
n) Cansaço. O que vem depois? Vazio. E o vazio pede novo desejo.
1) DESEJO²
Em suma: Frustração gera desejo E desejo pode gerar frustração.
Respondido?
Quanto ao poema... Véi... vc nem concluiu o que estava dizendo e já disse que tá podre. Se plante, seu porra!
=************
segunda-feira, abril 03, 2006
"Untitled"
Após um periodo de ócio improdutivo para com este blog (não que desta vez eu tenha produzido alguma coisa... =P), resolvi "fazer uma graça",e , atendo-me àquela proposta do "companheiro Tito", compartilho com vocês minha tentativa de ser um "Xanmello Cover":tentei fazer uma poesia...
...e como vocês conferirão,não consegui!!!Hahahaha!E o pior, me inspirei numa citação alheia...
totalmente original.
Mas,vou lançar aqui,porque lá pras tantas, a discussão pode ser boa:
"Amar o desejo......
e não o desejado..."
Frustração gera desejo
Ou desejo gera frustração?
=*
...e como vocês conferirão,não consegui!!!Hahahaha!E o pior, me inspirei numa citação alheia...
totalmente original.
Mas,vou lançar aqui,porque lá pras tantas, a discussão pode ser boa:
"Amar o desejo......
e não o desejado..."
Frustração gera desejo
Ou desejo gera frustração?
=*
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